A greve parcial dos revisores e bilheteiros da CP, que teve início em 3 de novembro e se encerrou hoje, resultou na supressão de cerca de 30 comboios Intercidades, conforme informou o Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI).
Em um comunicado, o sindicato destacou que a situação poderia ter sido evitada se a Administração da CP tivesse demonstrado um verdadeiro interesse em resolver os problemas apontados pelos trabalhadores. O SFRCI reafirmou sua postura responsável e de boa-fé ao longo dos últimos 27 meses, contrastando com a falta de diálogo e o incumprimento por parte da administração.
Os principais motivos da greve incluem o descumprimento de um acordo firmado em 25 de julho de 2023, especialmente no que diz respeito à humanização das escalas de serviço. Além disso, o sindicato levantou questões sérias de segurança, como a operação de comboios que excedem o comprimento das plataformas, dificultando o embarque e desembarque seguro dos passageiros. A sobrelotação dos comboios, que obriga os passageiros a viajar de pé, também foi um ponto crítico, especialmente nos serviços Intercidades.
O sindicato criticou ainda a resposta tardia da CP a avarias relatadas pelos revisores, especialmente em carruagens que circulam nos comboios Intercidades. Em resposta, a CP garantiu que cumpre integralmente o acordo laboral e rejeitou qualquer alegação de falhas de segurança, afirmando que todas as manutenções são realizadas conforme o Manual de Manutenção.
No entanto, o SFRCI contestou a posição da operadora, afirmando que a administração não cumpriu o acordo sobre as escalas de serviço. O sindicato também mencionou que, apesar das garantias da CP sobre a segurança dos clientes, a empresa continua a operar comboios que não se adequam às dimensões das plataformas.
Outro ponto levantado pelo sindicato foi a demora na reparação de avarias imprevistas, que permanecem sem solução. O SFRCI ressaltou que a CP não abordou a questão da sobrelotação dos comboios Intercidades, o que, segundo eles, é uma admissão tácita da veracidade das denúncias.
Por fim, o Conselho de Administração da CP afirmou estar aberto ao diálogo com o SFRCI, mas ignorou um pedido de reunião feito em 27 de agosto de 2025, ao qual ainda não houve resposta.
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Fonte: Sapo